As vezes ela sentia falta.
Mas na maioria do tempo ela apenas se lamentava por não estar ali de fato para sentir qualquer coisa. Falta, perda, ganho, dor ou até alegria.
Era como se fossem provas plantadas numa cena de crime para incriminar o inocente.
Ela tentando se esconder dela mesma para plantar, desprovida de temores, as sensações falsas que há muito não batiam à porta da sua pele.
Em vão.
Sabem, que ultimamente tenho desenvolvido uma ótima técnica de não pensar em nada e deixar a mente completamente nula de passageiros.
Se me encontrarem em estado vegetativo caída por aí, só há uma frase-chave que me tiraria deste estado.
Chamem a Lua, que ela saberá qual frase é.
"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas."
10.11.05
9.11.05
Toc Toc
-Não me sai da cabeça algoque você me disse.-
Algo que eu disse?-
É.Sobre a sensação de que você observa a sua vida...da perspectiva de uma velhaà beira da morte. Lembra?
- Ainda me sinto assim, às vezes.Como se visse minha vida atrás de mim. Como se minha vida desperta fossem lembrancas.
- Exatamente. Ouvi dizer que Tim Leary,quando estava morrendo, disse...que olhava para seu corpo que estava morto, mas seu cérebro estava vivo.Aqueles 6 a 12 minutos de atividade
cerebral depois que tudo se apaga.Um segundo nos sonhos é infinitamente mais longo do que na vida desperta.
- Entende?
- Claro. Tipo, eu acordo às 10:12h.Então, eu volto a dormir...e tenho sonhos longos, complexos, que parecem durar horas. Aí eu acordo e...são 10:13h.
- Exato. Então aqueles 6 a 12 minutos de atividade cerebral...podem ser a sua vida inteira.Você é aquela velha, olhando para trás e vendo tudo.
- Se eu sou, o que você seria nisso?
- O que eu sou agora. Quero dizer, talvez eu só exista na sua mente.Eu sou apenas tão realquanto qualquer outra coisa.
Acontece na vida. Acontece nos filmes.
Waking life. Muito bom.
Algo que eu disse?-
É.Sobre a sensação de que você observa a sua vida...da perspectiva de uma velhaà beira da morte. Lembra?
- Ainda me sinto assim, às vezes.Como se visse minha vida atrás de mim. Como se minha vida desperta fossem lembrancas.
- Exatamente. Ouvi dizer que Tim Leary,quando estava morrendo, disse...que olhava para seu corpo que estava morto, mas seu cérebro estava vivo.Aqueles 6 a 12 minutos de atividade
cerebral depois que tudo se apaga.Um segundo nos sonhos é infinitamente mais longo do que na vida desperta.
- Entende?
- Claro. Tipo, eu acordo às 10:12h.Então, eu volto a dormir...e tenho sonhos longos, complexos, que parecem durar horas. Aí eu acordo e...são 10:13h.
- Exato. Então aqueles 6 a 12 minutos de atividade cerebral...podem ser a sua vida inteira.Você é aquela velha, olhando para trás e vendo tudo.
- Se eu sou, o que você seria nisso?
- O que eu sou agora. Quero dizer, talvez eu só exista na sua mente.Eu sou apenas tão realquanto qualquer outra coisa.
Acontece na vida. Acontece nos filmes.
Waking life. Muito bom.
4.11.05
31.10.05
Fuck Off
Você sabe o que é ter ataque de rinite numa casa com 5 gatos?
Você sabe o que é ficar a noite inteira acordada, espirrando, assoando o nariz, e lavando o rosto de 5 em 5 min? E depois ainda ter que ir trabalhar? Num dia de luto familiar? E quererem te arrastar pro velório do seu tio-avô, nas condições em que você se encontra "pra conhecer os primos que você tem e não sabia?"
Poupe-me.
Minha vida é um inferno e esqueceram de me avisar.
Você sabe o que é ficar a noite inteira acordada, espirrando, assoando o nariz, e lavando o rosto de 5 em 5 min? E depois ainda ter que ir trabalhar? Num dia de luto familiar? E quererem te arrastar pro velório do seu tio-avô, nas condições em que você se encontra "pra conhecer os primos que você tem e não sabia?"
Poupe-me.
Minha vida é um inferno e esqueceram de me avisar.
26.10.05
Hoje não.
24.10.05
Se o amor é platônico
Não há nada que o destrua. Que o machuque. Que o faça enfraquecer.
É um milhão de vezes mais intenso, mais perfeito, e 100% seguro.
A thousand times better.
É como estar pisando em terra firme, saber onde se vai, e ainda por cima, estar plenamente completo e feliz.
É imaginar tudo e, esse tudo, ser verdade para você.
E nada mais importar.
Na verdade, nem a pessoa objeto do amor platônico ela-mesma necessita estar lá. Ou aqui. Ou em qualquer lugar.
É um milhão de vezes mais intenso, mais perfeito, e 100% seguro.
A thousand times better.
É como estar pisando em terra firme, saber onde se vai, e ainda por cima, estar plenamente completo e feliz.
É imaginar tudo e, esse tudo, ser verdade para você.
E nada mais importar.
Na verdade, nem a pessoa objeto do amor platônico ela-mesma necessita estar lá. Ou aqui. Ou em qualquer lugar.
20.10.05
"Tem lugares que me lembram minha vida e por onde andei"
Quando pequena, por costume familiar, sempre que estávamos doentes éramos levadas à uma farmácia do bairro vizinho para que o homeopata conhecedor de ervas cuidasse de nossos males. Sempre fora muito requisitado tal senhor de fisionomia pontuda, e bigode grisalho (suponho eu que se tivesse algum cabelo, também o seria). E como boa criança, mesmo doente, nunca para quieta no lugar, como se milhares de mãozinhas estivssesm beliscando sua bunda 100% do tempo, tive lá minhas peripécias pela farmácia.
Lembro-me saudosamente de um certo cubículo da farmácia que externamente continha vitrinas e bancos, e internamente havia uma área livre para que algum atendente ficasse ali, mostrando os produtos aos clientes, se assim requisitado.
Felizmente, aquele cubículo mágico, como eu costumava chamar, era raramente lembrado por qualquer atendente que ali trabalhava. Fazendo dele assim, uma tentação às crianças doentes frequentadoras dali.
Liderei desde guerras mundias à expulsão de estranhos querendo entrar no meu forte, construído no cubículo mágico.
Hoje passei por lá. Não existe mais farmacêutico homeopata. Nem farmácia. Muito menos cubículo mágico.
*aviso aos navegantes: eu sei que esse título é um empréstimo da música que a volks resolveu usar no comercial do GOL, mas como vocês são conhecedores da minha deficiência em relação aos subjects, e quando vossa amiga resolveu sentar no computador para contar essa medíocre história, a tevelisão estava ligada e passando exatamente este comercial, e nada melhor que unir o útil ao agradável, não?
Hm, vontade de comer doce de côco queimado.
Lembro-me saudosamente de um certo cubículo da farmácia que externamente continha vitrinas e bancos, e internamente havia uma área livre para que algum atendente ficasse ali, mostrando os produtos aos clientes, se assim requisitado.
Felizmente, aquele cubículo mágico, como eu costumava chamar, era raramente lembrado por qualquer atendente que ali trabalhava. Fazendo dele assim, uma tentação às crianças doentes frequentadoras dali.
Liderei desde guerras mundias à expulsão de estranhos querendo entrar no meu forte, construído no cubículo mágico.
Hoje passei por lá. Não existe mais farmacêutico homeopata. Nem farmácia. Muito menos cubículo mágico.
*aviso aos navegantes: eu sei que esse título é um empréstimo da música que a volks resolveu usar no comercial do GOL, mas como vocês são conhecedores da minha deficiência em relação aos subjects, e quando vossa amiga resolveu sentar no computador para contar essa medíocre história, a tevelisão estava ligada e passando exatamente este comercial, e nada melhor que unir o útil ao agradável, não?
Hm, vontade de comer doce de côco queimado.
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